ONON

ONON foi uma ideia de última hora, mas que eu não podia deixar passar. Descobri que todos com quem falei pensam como eu: os santinhos e cavaletes colocados nas ruas só sujam nossa cidade, e nada influem na escolha do candidato. Uma cidade limpa de poluição visual desobstrui nosso cérebro, deixa nossa mente livre para pensar. Uma loja com uma pequena placa bem trabalhada chama muito mais atenção do que aquelas com sobreposição de ofertas e propaganda (vide o inferno que é a Av. Assis Brasil, aqui de Porto Alegre). Sobre a poluição que o próprio ONON pode ter gerado, a ideia foi justamente acordar as pessoas a respeito do lixo que todas observam impassíveis. Se pudesse, faria de ONON o candidato com a maior quantidade de poluição possível, produzindo, ironicamente, o contrário do que prego, justamente para que todos sentissem a revolta que já sinto com esse descaso. Obrigado pelos elogios e pela paciência. Até a próxima!

Jingle

O espetacular jingle foi criado pelo Felipe Faraco. Cantem todos!

 

Trajetória e repercussão de ONON, 2010:

20 a 24/09 – Criação e produção.

ONON – Santinho

ONON_Cartaz

ONON – Cartaz

Onononline_i

ONON on line – Site do Candidato [atualmente desativado]
CLIQUE PARA AMPLIAR

26/09 – Madrugada – Colagens de Cartazes e distribuição de santinhos em bares.

28 a 29/09 – Primeiros comentários perplexos no twitter. Alguém descobre coisas que eu próprio não sabia, como a música dos Mamonas Assassinas. E que ONON, traduzido do Tagalo (língua Filipina), significa “reforçar” (ver Google Translator). =D

Imagens do Twitter devem ser lidas de baixo para cima.

30/09 – Manhã – Aparição de ONON no Segundo Caderno da ZH…

Zero Hora, 30 de Setembro de 2010.

…deixa a todos mais confusos.

Twitter, 30/09 – Manhã.

30/09 – Tarde – Na internet, o Blog do Lerina revela a trama. No twitter, a resposta é rápida.

Twitter, 30/09 – Tarde.

01/10 – Segundo Caderno publica a reportagem.

Zero Hora, 01 de Outubro de 2010.

Repercussão final no twitter.

Twitter, 01/09.

Texto 2010

Todo ano de eleições é a mesma coisa, uma poluição material/visual abusiva. Bandeiras, santinhos, cavaletes e cartazes, todos eles sobrecarregando nosso cérebro. Papel, plástico, tudo lixo, sujando nossos canteiros e entupindo os bueiros. Para nós, a sobreposição de imagens e textos é tamanha, que enxergamos apenas uma grande textura, um tecido estampado, sem distinção de qualquer ordem (onononono). E para ‘eles’, qual é o objetivo? Ganhar votos é o que não deve ser, pois não conheço um eleitor que tenha escolhido seu voto com base nisso. Talvez seja a necessidade de Poder, de aparecer para os outros colegas, tudo baseado no peso de papel produzido.

A minha intervenção é o viral de um novo político. Nos seus santinhos e cartazes, o texto de apresentação baseia-se na linguagem muda que representa a todos: o onononono. Daí o nome do candidato: Onon. Pretendo trazer a reflexão através da perplexidade. O público confuso, que ainda resolver ir atrás de alguma resposta, vai acessar o site do cartaz http://onononline.com.br/ e encontrar mais conteúdo estranho. O espetacular jingle foi criado pelo Felipe Faraco, baixista do Jupiter Maçã. E Onon foi disseminado graças aos esforços conjuntos com o baita publicitário uruguaio Fabio Viera.

Mais de 1o0 cartazes foram espalhados pelos bares e ruas (colados em locais onde já existia propaganda). Também está havendo distribuição de santinhos em locais públicos.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s